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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Bichinhos - Expressões populares "animais"

Você já deve ter escutado a expressão “lágrimas de crocodilo” em referência a alguém que chora, indicando que o choro é fingido, falso ou hipócrita. Mas por que se diz isso? Será que os crocodilos choram, mesmo?
De acordo com o professor Ari Riboldi, em seu livro O Bode Expiatório, a origem da expressão é biológica. Mas não tem a ver com fingimento. Quando o crocodilo está digerindo um animal, a passagem deste pode pressionar com força o céu da boca do réptil, o que comprime suas glândulas lacrimais. Assim, enquanto ele devora a vítima, caem lágrimas de seus olhos. São lágrimas naturais, mas obviamente não significam que o animal se emocione ou sinta pena da sua presa. Daí vem a expressão "lágrimas de crocodilo", querendo dizer que, embora a pessoa chore, suas lágrimas não significam que ela esteja sofrendo, e muitas vezes são mesmo apenas um fingimento.

Todo mundo já ouviu a expressão "pagar o pato". E entende o seu significado: quem paga o pato arca com as consequências de ações e atitudes de outras pessoas. Mas de onde vem essa expressão popular? O professor Ari Riboldi aponta pelo menos duas origens, uma história da literatura italiana e uma antiga brincadeira. Segundo conta Riboldi, em seu livro O bode expiatório, a expressão pode ter se originado em uma história do século XV. Um camponês passou em frente à casa de uma mulher casada, com um pato na mão. A mulher ficou interessada em ter o pato, e propôs ao camponês pagá-lo com favores sexuais. Mas o homem queria prolongar o ato, enquanto a mulher achava que já tinham feito sexo o suficiente para o que julgava valer o animal. Os dois começaram a discutir e, em meio ao debate, chegou o marido da mulher, e quis saber porque eles discutiam. A mulher então explicou que a desavença era em função do dinheiro que faltava para chegar ao valor desejado pelo camponês. O marido deu o dinheiro. E, literalmente, pagou o pato. A outra versão diz que, numa brincadeira antiga, um pato era amarrado a um poste. Os participantes deviam correr até o poste e cortar as amarras que prendiam o animal de um só golpe. Quem não conseguisse deveria pagar o pato






Geralmente, quando um clube de futebol vence uma partida importante, seus jogadores recebem uma bonificação em dinheiro chamada de “bicho”. Nos anos 20, a torcida do Vasco da Gama resolveu estimular os integrantes do time com essas quantias. Para isso, estabeleceu um incentivo monetário baseado nos números do jogo do bicho. O número cinco, do cachorro, representava 5 mil reis de premiação por um empate. O dez, do coelho, 10 mil reis por uma vitória qualquer. E o 25, da vaca, 25 mil reis pela vitória em uma partida decisiva. Assim, a arrecadação do “bicho” dos jogadores pelos torcedores ficou conhecida como “fazer uma vaquinha



Credita-se a expressão à moral de um conto sobre um fato comum na época colonial do Brasil: o uso dos burros no transporte de carga. O conto em questão narra a disputa de dois tropeiros para ver quem chegava primeiro a um certo destino. Um deles usava o animal para transportar sal, enquanto o outro transportava algodão. Diz a anedota que no meio do caminho havia um rio e, ao tentarem atravessá-lo, ambos perderam as cargas (o sal dissolveu-se e o algodão encharcou-se) e não conseguiram concluir a missão. Por isso é que, quando alguém é mal sucedido em algo, usa-se a expressão “dar com os burros n’água”.

Sua mãe provavelmente ensinou a nunca desdenhar daquilo que você recebe de presente. Se um dia você ganhar um cavalo, por exemplo, nunca olhe a arcada dentária do animal na frente de quem te deu. Isso porque os dentes do cavalo não nascem de uma vez, sendo que os últimos só surgem no quarto ou quinto ano de vida do animal. Assim, olhar os dentes dele significa verificar qual a idade do equino, o que pode ser bastante deselegante. Na satírica visão de Mário Prata, no livro “Mas será o Benedito?”, a expressão popular no entanto tem raiz histórica na avareza da família real portuguesa. Ao chegar ao Brasil, Dom João VI teria usado cavalos em péssimo estado como moeda de troca. E a quem reclamava ele usava a expressão “a cavalo dado não se olham os dentes”.

Para boa parte dos pesquisadores, a expressão surgiu de um costume da época em que o cavalo era o principal meio de transporte no interior do país. Naqueles tempos, quando alguém ia fazer uma breve visita a alguém, normalmente “estacionava” seu cavalo em frente à casa. No entanto, se a conversa se alongava mais do que o esperado era comum o anfitrião falar para o visitante ir “tirar o cavalo da chuva”, isto é, abrigá-lo em um local protegido, pois a visita iria demorar mais do que o imaginado. Com o passar do tempo, a expressão caiu no gosto popular. “Tirar o cavalo da chuva” significa desistir de algo, perder as esperanças ou a indicação de que alguma coisa vai demorar mais do que o previsto.
Hoje, tirar uma foto é muito fácil e leva apenas um milésimo de segundo, mas não costumava ser assim. Há mais de um século, quando essa arte surgiu, os equipamentos levavam alguns minutos para fixar a imagem nos filmes. Assim, as pessoas precisavam ficar paradas durante esse tempo e a dificuldade era ainda maior quando havia crianças na pose. Para chamar a atenção delas e mantê-las olhando em direção à câmera, os fotógrafos colocavam uma gaiola com passarinhos ao lado da máquina e diziam: “Olha o passarinho!”. A expressão se popularizou e ainda é usada para chamar a atenção das pessoas na hora de tirar a foto. 
Fonte: HowStuffWorks.

 

5 comentários:

  1. Muito legais as explicações pois tantas vezes são usadas sem saber do significado, apenas para repetir! Gostei! bjs, boa pesquisa essa! chica

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  2. Adorei Verena,essas expressões populares usamos muito,principalmente em "Chorar lágrimas de Crocodilo.".rsrs
    bjs amiga
    Carmen Lúcia.

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  3. Olá querida Verena
    Menina, que engraçadinho o seu post!!!
    Não sei jogar no bicho... rs... mas dei o palpite pra mãe... rs...
    Gostei de aprender as curiosidades... bem interessante mesmo!!!
    Bjm quaresmal

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  4. Obrigada pelo carinho e amizade

    bjokas =)

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  5. Olá Verena e Bichinhos \o/
    Ri muito dessas expressões populares,
    e adorei conhecer as origens!
    Bjs!

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