Amiguinhos Amados

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Bichinhos - Vamos Brincar?

Em careca piolho é um sem terra.

Cabelo oleoso piolho morre de colesterol alto.

O piolho é um bichinho do mal.


O piolho não me sai da cabeça! 

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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Bichinhos - Vamos Brincar?

SAPO NÃO LAVOU O PÉ, QUE CHULÉ!
PRÍNCIPE VIROU SAPO E VOLTOU PARA LAGOA.
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domingo, 1 de julho de 2018

Bichinhos - A PIPOCA QUE SOMOS.


A PIPOCA QUE SOMOS.

A culinária me fascina. De vez em quando até me atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou mais competente com as palavras do que com as panelas. Por isso, tenho mais escrito sobre comidas que cozinhado. Nunca imaginei que chegaria um dia em que pipocas iriam me fazer sonhar. Pois foi precisamente isso que aconteceu.

A pipoca é um milho mirrado e subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a idéia de debulhar as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu ninguém jamais poderia ter imaginado.Repentinamente, os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros, quebra-dentes, se transformavam em flores brancas e macias, que até as crianças podiam comer.
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo continua a ser milho de pipoca para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica sempre do mesmo jeito, a vida inteira. São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosa.
Só que elas não percebem. 
Na simbologia cristã, o milagre do milho de pipoca pode ser representado pela morte e ressurreição de Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca.  É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.

Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre piruás com os paulistas, descobri que eles ignoram o que seja. Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar, mas acho que o poder metafórico dos piruás é muito maior.
Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito de ser delas.
Ignoram o dito de Jesus: "Quem preservar a sua vida, perde-la-á". A sua presunção e o seu medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar milho a vida inteira. Não vão se transformar flor branca, macia. Não vão dar alegria para ninguém.
Terminando o estouro alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás, que não servem para nada.

Seu destino é o lixo.
RUBEM ALVES

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Bichinhos - Vamos Brincar com a Chica?


Blog da Chica tem fogueira e diversão.
Cuidado ao pular fogueira de São João.

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quinta-feira, 21 de junho de 2018

Bichinhos - Vamos Brincar com a Chica?

 DIFÍCIL ENCONTRAR "AGULHA" NO "PALHEIRO"...AU AU.
POR FAUVOR, TIRE ESTA AGULHA CHATA DAÍ!!
 TENHO CARRO POIS TENHO
 "BALA NA AGULHA

TER BALA NA AGULHA:
Ter dinheiro para pagar algo caro.

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 Amiguinhos:
Nossa Humana está dodói.
Já está medicada.
Nada Grave.
Em breve visitará a todos vocês.
Lambeijos.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Bichinhos- Vamos Brincar com a Chica?

Temos que ser amigos e saber dividir.
Amar é  dividir, multiplicar e não subtrair. 
 Nada é melhor do que dividir ensinamentos.
"A arte do compromisso é dividir o bolo
 de modo que cada um pense
 ter ficado com a maior parte".
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domingo, 3 de junho de 2018

Bichinhos - O Elefante e o Leão.


Saiu o leão a fazer sua pesquisa estatística, para verificar se ainda era o Rei das Selvas. Os tempos tinham mudado muito, as condições do progresso alterado a psicologia e os métodos de combate das feras, as relações de respeito entre os animais já não eram as mesmas, de modo que seria bom indagar. Não que restasse ao Leão qualquer dúvida quanto à sua realeza. Mas assegurar-se é uma das constantes do espírito humano, e, por extensão, do espírito animal. Ouvir da boca dos outros a consagração do nosso valor, saber o sabido, quando ele nos é favorável, eis um prazer dos deuses. Assim o Leão encontrou o Macaco e perguntou: "Hei, você aí, macaco - quem é o rei dos animais?" O Macaco, surpreendido pelo rugir indagatório, deu um salto de pavor e, quando respondeu, já estava no mais alto galho da mais alta árvore da floresta: "Claro que é você, Leão, claro que é você!".

Satisfeito, o Leão continuou pela floresta e perguntou ao papagaio: "Currupaco, papagaio. Quem é, segundo seu conceito, o Senhor da Floresta, não é o Leão?" E como aos papagaios não é dado o dom de improvisar, mas apenas o de repetir, lá repetiu o papagaio: "Currupaco... não é o Leão? Não é o Leão? Currupaco, não é o Leão?".

Cheio de si, prosseguiu o Leão pela floresta em busca de novas afirmações de sua personalidade. Encontrou a coruja e perguntou: "Coruja, não sou eu o maioral da mata?" "Sim, és tu", disse a coruja. Mas disse de sábia, não de crente. E lá se foi o Leão, mais firme no passo, mais alto de cabeça. Encontrou o tigre. "Tigre, - disse em voz de estentor -eu sou o rei da floresta. Certo?" O tigre rugiu, hesitou, tentou não responder, mas sentiu o barulho do olhar do Leão fixo em si, e disse, rugindo contrafeito: "Sim". E rugiu ainda mais mal humorado e já arrependido, quando o leão se afastou.

Três quilômetros adiante, numa grande clareira, o Leão encontrou o elefante. Perguntou: "Elefante, quem manda na floresta, quem é Rei, Imperador, Presidente da República, dono e senhor de árvores e de seres, dentro da mata?" O elefante pegou-o pela tromba, deu três voltas com ele pelo ar, atirou-o contra o tronco de uma árvore e desapareceu floresta adentro. O Leão caiu no chão, tonto e ensangüentado, levantou-se lambendo uma das patas, e murmurou: "Que diabo, só porque não sabia a resposta não era preciso ficar tão zangado".

MORAL: CADA UM TIRA DOS ACONTECIMENTOS A CONCLUSÃO QUE BEM ENTENDE.
Millôr Fernandes.