Amiguinhos Amados

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Homenagem aos cães "vira-lata"!!!


Das criaturas, entre o céu e a terra, foi dado a uma tornar-se especial. É o cachorro vira-lata. É o rei dos bichinhos de nome composto, com seu verbo, seu hífen e seu substantivo.

Vira-lata é o nome científico dessa raça de cães que vive entre os homens com a liberdade que os bípedes almejam tanto e não têm, embora possuam um par de membros desocupados para fazer o que quiserem.

Um vira-lata sempre parece saber para onde vai, com seu passo decidido. E, se parado, aparenta a solidez de quem está no devido lugar, na hora certa. Os humanos, por mais que saibam para onde ir, sempre têm esse ar um tanto patético dos perdidos no mundo. Parados, mal sabem onde pôr as mãos. Por isso, inventaram os bolsos.

E eles, junto com os bolsos, criaram uma designação engraçada para o vira-lata: srd ou sem-raça-definida. Os homens precisam definir tudo. Porque os cães de raça, cada homem escolhe de acordo com o apartamento ou casa – que tem – ou personalidade – que acha que tem.

E, assim, os cães de raça, com suas designações pomposas e pedigrees, podem ser escolhidos por seus donos, criteriosamente. O vira-lata, por sua vez, prefere e sabe fazer escolhas ele mesmo. Sem árvore genealógica, atravessa a rua sozinho e consegue comida com sua humilde auto-suficiência.

Há, sem dúvida, mais nobreza em um vira-lata que em um galgo de corrida. As agruras da sarna, dos atropelamentos e das pedradas dão fibra à sua alma.

Repare naqueles que nunca tiveram um vira-lata. Parece que lhes falta algo. O sorriso, talvez, tenha menos de rabo abanando em seus componentes e mais de tédio e fleuma, ou coisa assim. O vira-lata ensina a ser feliz com pouco. Mesmo quem não tem nada pode ter um cão, desde que ele deixe. O bêbado e o louco conversam com um vira-lata de igual para igual. Ao menos esses conseguem se alçar à altura do cão. E este lhes lambe as mãos.

Veja a procissão de cães atrás de uma única cadela. Dinastias inteiras de vira-latas foram fecundadas e fundadas em madrugadas quando até o amor, esse item em extinção, era dividido.

Vira-latas há aos montes por aí. E não tem um que seja igual ao outro. Parecidos, às vezes. Em sua miscelânea genética, ele é antes de tudo um forte. Nunca precisou de vacina pra sobreviver.

Quando perguntam por aí: se você fosse um bicho qual seria?, todos respondem coisas como águia, leão ou tigre. Eu demorei pra descobrir, mas hoje eu respondo de boca-cheia.

Se eu fosse um bichinho, eu seria um vira-lata. Desses amarelo e brancos.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Xixo o meu grande amiguinho!!


Gatos "Vira-Lata"


Pelo menos uma vantagem os gatos vira lata (sem raça definida) tem sobre os cães: bem tratados eles ficam com uma pelagem linda, e ,não raro, são confundidos com gatos de raça.Como é o caso do Xixo!!!

É fato que o gato não tem o mesmo grau de sociabilidade e dependência que os cães demonstram, mas o engraçado é que o que é qualidade nos gatos para quem gosta deles, é defeito para os que não gostam. A sua independência, a sua limpeza (se bem que, a não ser nos gatos em que os donos dão banho, seus pêlos acumulam um pouco mais de pó ,que pode ser um problema para quem tem alterações respiratórias), sua não necessidade de carinhos a toda hora, sua presença silenciosa na casa, etc, seduzem os amantes de gatos.

E a verdade é que as características dos gatos podem a grosso modo ser dividido entre o comportamento do gato de pelo longo e o de pelo curto. Isto, na prática, significa que um gato vira lata e um siamês, respeitando as variações individuais, têm o mesmo gênio. O de pelo longo é mais comportado, dócil e mais “parado”; os de pelo curto são mais vivos, independentes e efusivos. Exigem menos cuidados que os de pelo longo, porem miam muito mais, e gostam muito de sair de casa para passear.

Outro fato é que , diferentemente dos cães, que tem muitas raças, e variações quase extremas, os gatos não tem tantas raças, e o seu comportamento mantem- se quase igual (excetuando - se a diferença mais marcante entre os de pelo curto e os de longo),. Então, para se adquirir um bom exemplar da espécie não é necessário se procurar um gato de raça definida, um puríssimo vira lata representa muitíssimo bem a espécie, e deixa o dono satisfeito, se o que ele queria era um gato, somente.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Agressividade


Um problema que chateia muitos donos de cães é a agressividade que seus cães demonstram frente a pessoas desconhecidas e outros cães na rua. Este é um sintoma típico de cães que não foram devidamente socializados quando filhotes, ou seja: o cão acredita que a aproximação de outro cão, ou de pessoas estranhas a ele, significa um perigo potencial, então ele reage agressivamente.

Muitas vezes o próprio dono reforça este comportamento agressivo do cão, mesmo sem se dar conta disso. É o que acontece toda vez que um dono, ao ver seu cão latir ou rosnar para estranhos, faz carinho nele para acalmá-lo. Na visão do cão o carinho é uma recompensa, logo ele está sendo recompensado pelo comportamento agressivo. Com isso o cão acredita que aquele comportamento é o que o seu dono espera dele. Pronto! Está feita a confusão!

Outras vezes o proprietário vê alguém se aproximando e, já sabendo que seu cão será agressivo, fica tenso. Ao sentir que seu dono ficou tenso, o cão tem a confirmação de que a aproximação de pessoas estranhas é uma situação perigosa, e se é perigosa ele deve proteger seu dono. Logo ele late e rosna para este estranho perigoso.

Para que estas situações não aconteçam devemos acostumar o cão a andar calmamente entre pessoas desconhecidas, e outros cães também. Isso deve ser feito o mais cedo possível. O ideal é que se comece a sair com o filhote na rua assim que o veterinário o liberara para sair. Leve seu cão a praças ou parques e então faça com que seu filhote possa brincar com outros cães de idades, raças e sexo distintos. Da mesma forma deixe que ele brinque com pessoas bem diferentes. Faça com que este contato seja o mais prazeroso possível. Isso o deixará bastante sociável e tranqüilo.

Isso deve ser feito mesmo com cães de guarda. O fato de ele ser sociável na rua não fará com que ele seja um pior guarda na sua casa, muito pelo contrário: um cão medroso é um péssimo guarda, pois nunca será capaz de distinguir uma situação de perigo real de outra qualquer, já que todas lhe dão medo.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Raças exóticas


O Cão de Crista Chinês, também conhecido como Cão Chinês Cristado, é uma raça conhecida pela sua aparência fora do comum e personalidade alegre.

Eles são membros da denominada grupo toy de cães, dois tipos podem nascer da mesma ninhada: o pelado (hairless) e o pompom (powderpuff).

Acredita-se que é um animal de estimação Chinês desde o século XIII, e que sua mutação que proporcionou a perda de pêlos tenha ocorrido na África, ou pelo cruzamento desta raça com o Chihuahua.

Em uma primeira olhada, as variedades pelado e pompom do “Cão de Crista Chinês” parecem duas raças totalmente diferentes, mas o sem pêlo tem uma característica dominante como raça individual.

O pelado tem sua pele e ela tem uma textura similar a humana, mas possui também pêlos em suas patas e em seu rabo, e uma longa cobertura de cabelo em sua cabeça. Por ser um gene dominante, o gene "pelado" é letal quando homozigoto. Todos os cristados pelados que sobrevivem são heterozigotos para essa característica.

É considerado um cão de pequeno porte:

Tamanho dos Machos de (28 a 33 cm)
Tamanho das Fêmeas de (23 a 30 cm)

Os cães chineses cristados tendem ser afetuosos, muito energéticos e brincalhões, são considerados bons cães familiares.

Bichinhos - Cuidados ao criar um cão exótico


O conselho dos especialistas para quem pretende criar um cão exótico é verificar se o animal escolhido tem as características exatas da raça. Uma anomalia, embora pareça graciosa, pode significar que o cão é resultado de um cruzamento inadequado, que acarretará doenças mais tarde. É preciso também verificar se a raça escolhida se adapta ao clima brasileiro – a maioria das raças exóticas tem origem na Europa e na Ásia, regiões onde o clima é mais frio, e algumas sofrem com o calor dos trópicos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Casar ou adotar um cachorro?



- Se você está em dúvida se casa ou se compra um cachorro, eis aí algumas dicas:

- Cachorros adoram quando o dono traz os amigos em casa;

- Cachorros não se importam se você usar o seu shampoo;

- Cachorros nem notam se você o chamar por outro nome ;

- Cachorros não fazem compras;

- Cachorros adoram quando você deixa um monte de coisas no chão;

- Cachorros têm o mesmo humor todos os dias do mês;

- Cachorros nunca querem saber sobre o seu passado;

- Os pais do cachorro nunca vêm lhe visitar;

- Cachorros nunca o criticam;

- Cachorros não se incomodam com o futebol;

- Cachorros não assistem novelas;

- Cachorros não são guiados por artigos de revistas, nem pelas "amigas"...

- Você não precisa esperar o cachorro se arrumar;

- Cachorros não notam se você chega em casa bêbado;

- Cachorros não se importam se você não toma banho;

- Cachorros não reclamam se você chega tarde em casa;

- Cachorros não usam cartão de crédito;

- Cachorros nunca abandonam seu dono;

- Pense bem...

Autoria Desconhecida


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Bichinhos - Como você pôde?


Quando era um filhote, eu o distraia com minhas travessuras e o fazia rir.
Você me chamava de sua criança e, apesar de um certo numero de sapatos mascados e um par de almofadas destruidas, eu me tornei sua melhor amiga . Sempre que eu fazia algo errado, você chacoalhava seu dedo para mim e dizia: "Como você pôde" - mas depois você se arrependia e me rolava no chão para me coçar a barriga. Meu treinamento demorou um pouco mais do que o esperado porque você estava ocupado demais, mas, juntos, nós conseguimos dar um jeito..
Eu me lembro daquelas noites em que me aninhava a você na cama e ouvia suas confidencias e sonhos secretos - e acreditava que a vida não poderia ser mais perfeita. A gente fazia longos passeios e corridas no parque, andava de carro, e parava para um sorvete (eu ganhava só a casquinha porque "sorvete não faz bem para cães" você dizia) e eu tirava longos cochilos ao sol enquanto aguardava sua volta para casa ao final do dia.
Aos poucos você passou a gastar mais tempo no trabalho e com sua carreira e levava mais tempo procurando por uma companheira humana. Eu esperei por você pacientemente, confortei-o em suas mágoas e desilusões, nunca o repreendi por suas escolhas ruins, e vibrei de alegria nas suas vindas para casa e quando você se apaixonou... Ela, agora sua esposa, não é uma "apreciadora de cães" - ainda assim eu a recebi em nossa casa, tentei mostrar-lhe afeição, e a obedeci. Sentia-me feliz porque você estava feliz.
Então vieram os bebês humanos e eu reparti com você o entusiasmo. Eu estava fascinada por seus tons rosados, seu cheiro, e queria muito cuidar deles também. Mas ela e você tinham medo de que eu pudesse machucá-los, e eu passei a maior parte do tempo sendo banida para outra sala, ou para a casinha de cachorro.. Oh, como eu queria tê-los amado, mas eu me tornei uma "prisioneira do amor."
À medida que foram crescendo, me tornei amiga deles. Eles se agarravam ao meu pêlo e se levantavam sobre perninhas trôpegas, enfiavam os dedos em meus olhos, examinavam minhas orelhas, e davam beijos em meu nariz. Eu adorava tudo isso, e o toque de suas mãozinhas - porque o seu toque agora era tão raro - e eu os teria defendido com minha própria vida, se fosse preciso. Eu me esgueirava para suas camas e escutava suas inquietações e sonhos secretos, e juntos esperávamos pelo barulho de seu carro no caminho.
Houve um tempo, quando alguém perguntava se você tinha cachorro, em que você tirava uma foto minha de sua carteira e contava histórias sobre mim. Nos últimos anos você apenas respondia "sim" e mudava de assunto. Eu passei de "seu cão" para "apenas um cachorro" e você reclamava de cada gasto que tinha comigo. Agora você tem uma nova oportunidade de carreira em outra cidade , e vocês irão se mudar para um apartamento onde não permitem animais. Você tomou a decisão acertada para sua "família", mas houve um tempo em que eu era sua única família.
Fiquei excitada com o passeio de carro até que chegamos ao abrigo de animais. O local tinha cheiro de gatos e cães, de medo, de desesperança. Você preencheu a papelada e disse "Sei que vocês encontrarão um bom lar para ela"... Eles deram de ombros e lançaram a você um olhar compadecido. Eles compreendem a realidade que espera um cão de meia idade, mesmo um com "papéis". Você teve que desgarrar os dedos de seu filho de minha coleira enquanto ele gritava "Não, papai! Por favor, não deixe que levem meu cão!". E eu me preocupei por ele, e com a lição que você tinha acabado de lhe dar sobre amizade e lealdade, sobre amor e responsabilidade, e sobre respeito por todo tipo de vida. Você deu um afago de adeus em minha cabeça, evitou meu olhar e, polidamente, recusou levar minha coleira e guia com você. Você tinha um tempo-limite para encarar e agora eu tambem tenho um.
Depois que você partiu as duas simpáticas senhoras que o atenderam comentaram que você provavelmente soube meses atrás da mudança que ocorreria e não fez nenhuma tentativa de encontrar um novo lar para mim. Elas sacudirram a cabeça e disseram "Como você pôde?". Elas são tão atenciosas para nós aqui no abrigo quanto seus ocupados horários permitem.
Elas nos alimentam, é claro, mas eu perdi meu apetite dias atrás. De início, sempre que alguem passava pelo meu alojamento , eu corria para a frente, na esperança de que fosse você - que você tivesse mudado de idéia - que isto fosse tudo um sonho mau.... ou eu esperava que ao menos fosse alguem que se importasse, alguem que pudesse me salvar. Quando percebi que não poderia competir com os alegres filhotes, inconscientes de seus próprios destinos, nas brincadeiras para chamar atenção, afastei-me para um canto distante, e aguardei.
Ouvi seus passos quando ela veio até mim ao final do dia, e a segui ao longo do corredor para uma sala separada. Uma sala deliciosamente silenciosa. Ela me colocou sobre a mesa, acariciou minhas orelhas, e disse-me para eu não me preocupar. Meu coração se acelerou na expectativa do que estava para vir, mas havia tambem uma sensação de alivio. A prisioneira do amor havia esgotado seus dias.
Como é de minha natureza, estava mais preocupada com ela. O fardo que ela carrega é demasiado pesado, e eu sei disso, da mesma maneira que conhecia cada um de seus humores. Ela gentilmente colocou um torniquete em volta de minha perna dianteira, enquanto uma lágrima corria por sua face. Lambi sua mão do mesmo modo como costumava fazer para confortar você há tantos anos atrás.. Ela habilmente espetou a agulha hipodermica em minha veia. Quando senti a picada e o líquido frio se espalhou através de meu corpo, deitei a cabeça sonolenta, olhei dentro de seus olhos gentís e murmurei "Como você pôde?".
Talvez por ter entendido meu linguajar canino, ela disse "Sinto tanto!", abraçou-me e apressadamente explicou que era seu trabalho fazer com que eu fosse para um lugar melhor onde não seria ignorada, ou maltratada ou abandonada, nem ter que me virar para sobreviver - um lugar de amor e luz, tão diferente deste lugar terrestre. E com minha ultima gota de energia tentei transmitir -lhe com uma sacudidela de minha cauda que meu "Como você pôde?" não era dirigido a ela.
Era em você , Meu Amado Dono, que eu estava pensando. Pensarei em você e esperarei por você eternamente. Possa alguem em sua vida continuar a demonstrar-lhe tanta lealdade.